quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nova molécula pode facilitar tratamento com células tronco do cordão umbilical


O transplante de medula óssea é a única cura possível para várias doenças, incluindo alguns canceres, como leucemia e mieloma múltiplo. Nesse processo, as células doentes da medula do paciente são totalmente destruídas e então substituídas por células saudáveis, na maioria das vezes de um doador. O maior problema para esse transplante é a compatibilidade entre o paciente e doador. Se eles não forem geneticamente compatíveis, o procedimento não pode ser feito devido ao elevado risco de rejeição. Além disso, cerca de 35 % dos pacientes não tem um doador compatível e por isso não podem fazer o tratamento.

A solução final para esse problema seria usar as células do próprio paciente, que obviamente serão compatíveis. Mas surgem ainda dois problemas. Primeiro, as células já estão doentes, então elas precisariam ser retiradas antes da doença se manifestar. Se as células do cordão umbilical foram armazenadas no momento do nascimento, esse problema está resolvido. Se não, será preciso uma máquina do tempo. O segundo problema é a quantidade de células obtidas do cordão umbilical. Normalmente, o pequeno número de células tronco obtido impede a realização do transplante.

Mas, cientistas canadenses e americanos se aproximaram de resolver um desses problemas (e infelizmente eles não criaram uma máquina do tempo). No ano passado, os pesquisadores publicaram a descoberta e modificação de uma nova molécula capaz de causar a multiplicação das células do cordão umbilical. Usando experimentos de cultura de células, eles testaram mais de cinco mil moléculas para encontrar cinco (0,1 %!) capazes de estimular a multiplicação das células. O melhor composto encontrado foi quimicamente modificado e os cientistas então criaram um novo composto, cerca de 15 vezes mais potente que o anterior. Além disso, as células tratadas com essa molécula conseguiram se multiplicar e produzir células sanguíneas em camundongos transplantados por pelo menos seis meses.

Esse novo composto poderá transformar as células do cordão umbilical em uma forma de tratamento prioritário para doenças vindas de problemas na medula óssea. Os testes em humanos estavam programados para começar em dezembro do ano passado.

Referência

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