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Mostrando postagens com o rótulo Biologia

[Chute do Nobel T3E11] Jean-Pierre Changeux: Um Possível Nobelista da Neurociência

Jean-Pierre Changeux, um notável neurocientista e biólogo molecular francês, se destaca no campo da neurobiologia e recebeu reconhecimento por suas contribuições significativas para a compreensão dos mecanismos do cérebro humano. Com uma carreira distinta que abrange décadas de pesquisa e uma ampla gama de descobertas, ele emerge como um possível candidato ao Prêmio Nobel de Medicina. Quem é Jean-Pierre Changeux? Nascido em 6 de abril de 1936, em Domont, França, filho de Marcel Changeux e Jeanne Benoît, Jean-Pierre Changeux é um cientista renomado que se dedicou à exploração dos mistérios do cérebro e da neurociência. Iniciou sua jornada acadêmica e científica em 1955 na École Normale Supérieure, em Paris, onde obteve seu bacharelado (1957) e mestrado (1958). Posteriormente, em 1964, concluiu seu doutorado no Instituto Pasteur e realizou pós-doutorado nas universidades da Califórnia (1966) e Columbia (1967). Changeux é autor de mais de 600 artigos científicos e diversos livros. Desde o...

[Chute do Nobel T3E3] John Craig Venter: O próximo ganhador do prêmio Nobel pelos avanços na área de biologia e genômica sintética

J. Craig Venter é um bioquímico norte-americano formado pela Universidade da Califórnia em San Diego, e se tornou PhD em fisiologia e farmacologia na mesma instituição. Além de pesquisador, atua como empresário, sendo fundador do instituto de pesquisa J.Craig Venter Institute, focado na pesquisa da genômica sintética e também seus aspectos éticos. Também fundou o Institute for Genomic Research e em 1998, o Celera Genomics, equipe responsável pela corrida do sequenciamento do genoma humano. Portanto, Venter é reconhecido pela sua forte atuação e impacto na área da genômica. O pesquisador, em 1992, decodificou o genoma de uma bactéria de vida livre, utilizando a recém criada técnica de shotgun do genoma inteiro. Em 1998, iniciou o projeto para sequenciar o genoma humano a partir das técnicas que estavam sendo desenvolvidas na época, e em 2001, publicou os dados obtidos do sequenciamento do genoma humano, o que também foi feito para outros mamíferos e insetos. No ano de 2010, Venter e se...

Rapte-me, Camaleoa!

Recebi recentemente pelo Whatsapp um vídeo do Instagram mostrando um camaleão escalando uma série de lápis de cor diferentes. Cada vez que ele encostava a pata em um novo lápis, a cor dele mudava rapidamente, de acordo com a cor do lápis. Muito legal! Pena que não é verdade. O vídeo era originalmente de um perfil de um camaleão de estimação e o responsável alterou o vídeo digitalmente, incluindo essas mudanças de cores rápidas no bicho. Ele deixou um aviso no vídeo original, explicando que era computação gráfica e que tinha feito só para ser divertido. Mas isso não impediu outras pessoas de retirarem o aviso e divulgarem pela Internet. Fazer o quê? Mas aqui embaixo tem um vídeo mostrando como de fato um camaleão muda de cor. Reparem duas coisas: 1) o vídeo está acelerado dez vezes, ou seja, a mudança de cor é lenta; e 2) ficando mais amarelo avermelhando, a última coisa que ele está fazendo é ficar mais camuflado. Eu sempre me perguntei como o camaleão sabia que cor ele tinha que esco...

[Blogue da Paula] O que aconteceria se as abelhas entrassem em extinção?

Você já ouviu falar em algum momento que o número de colmeias vem diminuindo com o passar do tempo? Já parou pra pensar no impacto que isso pode causar em nossas vidas? Hoje eu vou falar um pouco sobre o motivo de isso estar acontecendo e qual consequência pode nos trazer. Precisamos entender o porquê das abelhas estarem morrendo e porque isso é suficiente para nos deixar bastante preocupados. Foi a partir da Segunda Guerra Mundial que começaram os relatos de que o número de abelhas estava diminuindo e, até hoje, é possível verificar esse fenômeno, que alguns cientistas vêm chamando de Síndrome do Colapso das Colônias. Alguns estudos realizados desde do fim da Segunda Guerra têm comprovado que algumas regiões têm adotado medidas diferentes nas práticas de cultivo. Pode-se citar como exemplo a substituição de fertilizantes naturais por sintéticos (que levam a um maior lucro), o uso de pesticidas e inseticidas, o aumento do cultivo de monoculturas (milho, soja), o crescente e desenfre...

[Blogue da Paula] O que acontece com o cérebro apaixonado?

Ah, a paixão... se você for olhar a descrição correta dessa palavra no dicionário, irá encontrar a seguinte definição: designação de um sentimento muito forte de atração por uma pessoa, objeto ou tema. A paixão é intensa, envolvente, um entusiasmo ou um desejo forte por qualquer coisa. Milhares de palavras foram usadas ao longo dos anos para descrever os mistérios que envolvem esse sentimento tão forte. Além dos poetas que tanto falaram e até hoje falam sobre isso, até um matemático já reagiu a esse sentimento: segundo Blaise Pascal, o coração tem razões que a própria razão desconhece. Diversas mentes da humanidade se declararam impotentes frente aos mistérios desse sentimento tão intenso que geralmente pega muitas pessoas de surpresa, podendo ocorrer quando você passa a ter contato com alguém, fazendo com que algo desperte seu interesse, surgindo de maneira dominadora, podendo ser correspondido ou não, sendo o primeiro passo para que um relacionamento aconteça. Geralmente, qua...

Torre Móvel T1E4: Não contrate a Light, contrate as bactérias!

Sua conta de luz está vindo muito alta? Já imaginou nunca mais pagar? Assista o vídeo e entenda como a ciência está avançando em outras formas de produção de luz para o futuro! Você sabe o que é bioluminescência? Não?! Calma! Nós vamos te explicar! Autores: Caio Fernandes, Sarah Fariña, Gabriela Martins e Vinícius Carvalho (Monitor: Renato Carvalho) Esse vídeo foi produzido por alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Rio de Janeiro, participantes do projeto "Torre Móvel", cadastrado na pró-reitoria de extensão da UFRJ. Se você quiser levar esse projeto para a sua escola também, entre em contato com a gente!

Gastamos a maior parte da nossa energia só para ficarmos vivos

Se você pegar qualquer embalagem de alimento na sua dispensa, vai encontrar uma tabela de valores nutricionais impressa. Indicada com um asterisco, aparece a seguinte frase: “% valores diários de referência com base em uma dieta de 2.000 (ou 2.500) kcal”. Mas de onde surgiu esse valor? O quanto uma pessoa gasta de energia (e assim o quanto de energia precisa ser reposta pela comida) já foi medido em diversos estudos, até se obter um valor médio e geral. Isso pode ser feito de algumas formas. A primeira, mais antiga, era feita através da medida de quanto oxigênio uma pessoa usa. Mas essa forma era um pouco restrita porque a pessoa estudada precisava ficar ligada aos aparelhos de medida no laboratório, o que tornava a medida bem diferente da realidade do mundo lá fora. Mas medida de consumo de oxigênio ainda é bem útil para se medir o gasto de energia no metabolismo basal (ou seja, a energia que gastamos sem fazer nada, apenas vivendo): a pessoa faz um jejum de 12 horas (igual para...

Nós não evoluímos para emagrecer

O quanto menos você precisa comer ou o quanto mais você precisar gastar de energia para emagrecer? Na década de 1950, o médico americano Max Wishnofsky usou as informações fisiológicas e bioquímicas disponíveis na época para tentar calcular isso. Com base no quanto de gordura temos guardado no tecido adiposo (que é o local do corpo onde armazenamos as gorduras) e no quanto de energia as gorduras tem, Wishnofsky chegou à fórmula de que para perder um quilo de gordura você precisar comer menos (ou gastar mais) 7.700 kcal. Assim, se você ficar um dia em jejum, você emagreceria mais ou menos 300 gramas (considerando que você coma normalmente o recomendado de 2.500 kcal). Ou se você substituir sua lata de refrigerante do almoço por água, você vai consumir 50 mil calorias a menos em um ano, e vai ficar 6,5 kg mais magro para o verão. Simples, não é? Pena que não é verdade. A Regra de Wishnofsky considera o nosso organismo como algo estático, onde as calorias são gastas sempre na mesma vel...

Exercício (quase) não emagrece, mas ainda assim é bom para a saúde

Em uma postagem anterior , eu discuti alguns dados científicos obtidos com o estudo de integrantes da tribo Hadza na Tanzânia, que mostraram que fazer muito exercício não significa gastar mais energia. E terminei fazendo uma provocação: “o que é mais importante para emagrecer: dieta ou academia?” Alguns grupos de cientistas tiveram o trabalho de fazer um extenso levantamento de pesquisas científicas publicadas para tentar responder essa pergunta. Alguns desses levantamentos são chamados de meta-análises e permite juntar resultados de diferentes pesquisas para obter conclusões mais concretas. Em 2007, pesquisadores dos Estados Unidos analisaram o que se sabia sobre os efeitos de exercícios moderados, como uma caminhada de uma hora ou uma volta de bike, na saúde. Os resultados mostraram que pessoas que fazem exercício têm 20 % menos risco de ter diabetes, independente do peso delas. Ou seja, emagrecendo ou não, o exercício faz bem para a saúde (JEON et al., 2007). Um ano depois...

Porque vão separar bebês macacos das suas mães (ou porque você não deve acreditar cegamente em abaixo-assinados apelativos)

Há algum tempo atrás, eu recebi por e-mail um convite para assinar um abaixo-assinado contra “torturas antiéticas e matanças de macacos bebês”. A campanha era assinada pela médica americana Dra. Ruth A. Decker (até onde conseguir apurar, pesquisadora aposentada da Universidade de Michigan, Estados Unidos) contra a pesquisa proposta pelo Dr. Ned H. Kalin, do Departamento de Psiquiatria, da Universidade de Wisconsin, também nos Estados Unidos. Segundo Dra. Decker, macacos recém-nascidos seriam separados das suas mães e colocados, presos, separados e sozinhos. Além disso, eles seriam estressados de diversas formas, como expostos a cobras vivas para tomarem sustos, furados com agulhas e submetidos à escaneamento cerebral. Obviamente, o abaixo-assinado viralizou e mais de meio milhão de pessoas assinaram o pedido. Pensei: “cara, em pleno século XXI, nenhuma Universidade, ainda mais americana, iria aprovar uma pesquisa cruel a esse ponto.” Pesquisei um pouco mais a fundo e vi que estava c...

Glifosato causa câncer?

Vocês devem ter esbarado pela Internet com postagens dizendo que o herbicida glifosato causa um monte de problemas de saúde, principalmente câncer. Devem ter visto também alguns abaixo-assinados virtuais pedindo a proibição da venda do veneno. Mas como funciona o glifosato e quais são as evidências científicas que correlacionam o herbicida com câncer? O glifosato foi desenvolvido em 1970 e lançado no mercado quatro anos depois. A última patente do composto expirou no ano 2000 e agora ele é vendido por diversas empresas pelo mundo. O herbicida impede a produção de alguns aminoácidos (moléculas usadas na montagem das proteínas) na planta, que morre. O glifosato mata apenas plantas porque apenas elas têm a capacidade de produzir esses aminoácidos específicos, enquanto outros organismos não. Assim, o glifosato é letal apenas contra vegetais. Com o desenvolvimento de plantas transgênicas resistentes ao veneno, o uso do glifosato aumentou rapidamente e hoje o produto vende algo em torno d...

A nossa corrida armamentista contra os microrganismos

“Agora, aqui, é preciso toda velocidade que você possa correr para ficar no mesmo lugar” (Alice através do espelho) Aproveitando que o filme de Tim Burton ainda deve estar em cartaz, selecionei para essa semana um artigo que fala de um conceito bastante discutido em biologia, mas pouco conhecido do público em geral (pelo menos das pessoas com quem já conversei sobre isso). A passagem que abre esse post, retirada do livro de Lewis Carroll, é a base da “Hipótese da Rainha Vermelha” (Red Queen Hypothesis), inicialmente usada em ecologia, mas com aplicações em diversas outras áreas 1 . Em uma de suas aplicações, essa ideia é usada para descrever as relações entre presas e predadores. Segundo essa linha, predadores desenvolvem estratégias para seu sucesso na captura da presa, enquanto a presa, por sua vez, desenvolve meios de fugir da investida do predador. Essa adaptação da presa, então, exige que o predador desenvolva novos meios, mais sofisticados, de caça, o que força, mais um...

O melhor amigo do homem

Sabe quando você está triste, chega em casa e seu cachorro parece tentar te alegrar, abanando o rabo, latindo para chamar sua atenção, ou quando você está nervoso e seu cão se afasta, parecendo saber que não é um bom momento para brincadeiras. Parece que eles sabem que estamos sentindo, né? Pois é, eles realmente sabem. Os cães são capazes de reconhecer nossas expressões faciais de acordo com nosso estado emocional e reagem de maneira adequada. Mas parece que essa interação cão e homem vai um pouco mais além. Em um trabalho recente, pesquisadores mostraram que os cães não apenas reconhecem expressões faciais, mas também sons emitidos por humanos. Os cães foram colocados frente a expressões faciais humanas com seu respectivo som e foi analisado a resposta do cão. Foi possível verificar que os cães tiveram mais respostas correspondentes aos estímulos quando a expressão facial era acompanhada com o seu som em comparação com a ...

Por que os mosquitos picam as pessoas?

Os insetos que bebem sangue (chamados hematófagos) são responsáveis pela transmissão de diferentes tipos de doenças para os seres humanos. Por exemplo, os barbeiros transmitem a Doença de Chagas, a mosca tsé-tsé transmite a doença do sono na África, os mosquitos do gênero Anopheles transmitem diversos tipos de malária pelo mundo. Nosso mosquito “companheiro” Aedes aegypti é responsável por infectar a população brasileira com vários vírus, como Dengue, Febre Amarela, Chikungunya e o recém-chegado Zika. Mas por que alguns mosquitos preferem picar pessoas e não outros mamíferos? Buscar a resposta para essa pergunta vai além de saciar a curiosidade de um grupo de cientistas; pode revelar uma forma de evitar que os mosquitos nos encontrem e reduzir a transmissão de doenças. Em 1952, pesquisadores descreveram dois tipos de A. aegypti na região de Rabai, Quênia. Os mosquitos com coloração marrom eram domésticos: entravam nas casas, colocavam seus ovos em recipientes com água no in...

Os "genes saltadores" podem ser um dos responsáveis pelo envelhecimento (mas estamos aprendendo a bloqueá-los)

Por que envelhecemos é uma pergunta antiga que a ciência tenta responder a algum tempo. Existem várias hipóteses para tentar explicar porque ficamos velhos (eu já escrevi sobre envelhecimento aqui , aqui e aqui ). Alguns cientistas defendem que os radicais livres naturalmente produzidos pelo nosso corpo vão danificando as estruturas das células com o passar do tempo, envelhecendo o organismo. Outros acham que a capacidade máxima de duplicação das células impede a substituição de células doentes no organismo mais velho, causando envelhecimento. Outros grupos têm outras explicações. Como é comum na Biologia, é provável que a resposta correta seja uma mistura de todas elas. Uma nova hipótese foi proposta recentemente, depois que mais dados científicos foram obtidos. Nela, os cientistas propõem que o envelhecimento seja causado pelo aumento da atividade de retrotransposons. Que raio é isso?!? Retrotransposons são genes que ocupam a maior parte do nosso g...

Biblioteca da Torre – “O que é Evolução”, de Ernst Mayr

O próximo livro que eu vou comentar brevemente aqui também foi escrito por Ernst Mayr, uns dos maiores evolucionistas do século XX (leia aqui na postagem passada da série, um resumo rápido da sua história). “O que é Evolução” foi publicado em 2001, cinco anos após “Isto é Biologia”, e foi a segunda investida de Mayr no campo de divulgação científica. Nesse livro, Mayr está imerso no seu campo, e escreve e traduz muitos conceitos evolutivos de forma simples. Segundo o próprio autor escreveu no prefácio, o livro é dirigido a três tipos de leitores: (1) pessoas conscientes da evolução que estejam interessadas em saber mais sobre ela; (2) pessoas que aceitam a evolução, mas têm dúvidas se a explicação darwinista é a mais correta; e (3) criacionistas que queiram saber sobre o paradigma científico da evolução, mesmo que só para argumentar contra (e Mayr deixa claro que não quer convencê-los sobre a evolução). Embora esse livro seja menos técnico que o anterior, ele ainda pode ser um pouc...

Biblioteca da Torre - “Isto é Biologia: A Ciência do Mundo Vivo”, de Ernst Mayr

Ernst Mayr (Fonte: en.wikipedia.org) Ernst Mary foi um dos maiores evolucionistas da história da Biologia e ator principal da chamada Síntese Neodarwinista do século XX. Biólogo alemão, Mayr se dedicou à ornitologia (estudo das aves) no início da sua carreira, mas suas maiores contribuições foram dadas ao campo da evolução das espécies. Mayr definiu o Conceito Biológico de Espécie, que considera uma espécie não como um grupo de indivíduos similares em sua aparência, mas sim um grupo de seres capazes de se reproduzir entre si, gerando descendentes férteis. Esse conceito de espécie é o mais usado no estudo dos animais e sua evolução. Mayr também desenvolveu estudos sobre como as novas espécies surgem a partir de um ancestral comum e elaborou a teoria da especiação peripátrica, onde pequenos grupos de indivíduos podem ocupar nichos na periferia da área onde a espécie vive, e se isolar e mudar rapidamente com o passar das gerações. Além de tudo isso, Mayr se dedicou a ...

Para que sequenciar o genoma de um verme?

Fonte: info.abril.com.br Sequenciar o genoma de um organismo significa “ler” uma monótona e longa lista de “letras”: A, T, C e G. Cada “letra” dessa é, na verdade, uma sigla para indicar um componente do DNA, que uma cadeia de moléculas chamadas nucleotídeos. A indica adenina; T, timidina; C, citidina; e finalmente G significa guanidina. Essa sequência de nucleotídeos é especifica para cada organismo e contém toda a informação genética necessária para que ele viva. E por que é interessante conhecer o genoma dos organismos? Existem vários motivos. A gente pode se conhecer melhor. O sequenciamento do genoma humano permitiu que encontrássemos genes até então desconhecidos e pedaços inteiros de DNA que ainda não sabemos qual é a função. Várias doenças humanas são causadas por erros, pré-existentes ou adquiridos durante a vida, no genoma. O albinismo e o câncer são exemplos disso. Entender como genoma humano funciona como um todo pode ajudar a curar doenças e combater d...

O que você e os corais têm em comum?

O coral Acropora digitfera (Fonte: coral.aims.gov.au ) Muitas coisas, e, entre elas, a forma como as células “se matam”, de acordo com um trabalho publicado por pesquisadores americanos na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America . Mas uma coisa de cada vez. (A propósito, os corais são animais, e não pedras, certo?)  As evidências da evolução das espécies e da origem única da vida na Terra são esmagadoras. Por exemplo, alguns genes presentes no DNA humano podem ser encontrados na grande maioria, se não em todos, os seres vivos. O código genético (ou seja, a forma como a célula “lê o que está escrito” no DNA) também é basicamente igual em todas as formas de vida na Terra. Que a atual vida surgiu no planeta mais de uma vez ou que o ser superior criou todos os seres de modo independente, sem uma história em comum entre eles, são, no mínimo, hipóteses bem difíceis de serem sustentadas com essas e muitas outras evidênc...