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Mostrando postagens com o rótulo Estresse

Florais de Bach e suas baboseiras

Atendendo um pedido que chegou por e-mail (se você tem alguma sugestão de pauta, pode deixar nos comentários de qualquer postagem, ou escrever para a gente em aportademarfim@gmail.com), fui investigar os verdadeiros efeitos dos tratamentos com florais de Bach. Os florais de Bach têm esse nome devido ao seu criador, Edward Bach, um homeopata inglês que desenvolveu esses tratamentos na década de 1930. Ele criou 38 florais usando flores diferentes, com a ideia de que cada planta seria capaz de ajudar com determinada característica mental do paciente. Por exemplo, o floral de agrimônia é usado para promover a paz e leveza interior, enquanto o floral feito com a flor da parreira ajuda pessoas dominadoras a controlar seu ímpeto de se impor sobre as outras. Para chegar a essas associações entre flor e sintoma a ser trabalhado, Bach usou a sua intuição e não o método científico com experimentos. Se ele tinha um sentimento ou emoção ruim, ele passava a mão sobre diferentes plantas e flores, ...

Porque vão separar bebês macacos das suas mães (ou porque você não deve acreditar cegamente em abaixo-assinados apelativos)

Há algum tempo atrás, eu recebi por e-mail um convite para assinar um abaixo-assinado contra “torturas antiéticas e matanças de macacos bebês”. A campanha era assinada pela médica americana Dra. Ruth A. Decker (até onde conseguir apurar, pesquisadora aposentada da Universidade de Michigan, Estados Unidos) contra a pesquisa proposta pelo Dr. Ned H. Kalin, do Departamento de Psiquiatria, da Universidade de Wisconsin, também nos Estados Unidos. Segundo Dra. Decker, macacos recém-nascidos seriam separados das suas mães e colocados, presos, separados e sozinhos. Além disso, eles seriam estressados de diversas formas, como expostos a cobras vivas para tomarem sustos, furados com agulhas e submetidos à escaneamento cerebral. Obviamente, o abaixo-assinado viralizou e mais de meio milhão de pessoas assinaram o pedido. Pensei: “cara, em pleno século XXI, nenhuma Universidade, ainda mais americana, iria aprovar uma pesquisa cruel a esse ponto.” Pesquisei um pouco mais a fundo e vi que estava c...

Socializar diminui o estresse?

Frequentemente, quando se trata de saúde, o papel de interações sociais é pouco estudado. No senso comum, vemos alguma conexão. Quando estamos muito estressados na vida profissional, pessoal ou afetiva, nada melhor que socializar com os amigos, certo? Sentimo-nos melhores, mais dispostos, menos estressados. Mas o que a ciência diz sobre isso? Em setembro deste ano, uma colaboração de cientistas dos Estados Unidos, Alemanha, Uganda e Suiça demonstraram em macacos, que relações sociais afetivas atenuam tanto o estresse agudo (seu chefe pediu um relatório pra ontem, bem estressante!) quanto o estresse rotineiro. Macacos possuem relações sociais características, demonstradas por compartilhamento de comida, defesa quando um membro do seu grupo está em perigo e outros sinais de cooperação que se assemelham a relações sociais humanas, permitindo a criação de certo paralelo. Já é sabido que nosso organismo é capaz de perceber estímulos, como situações de estresse (físico, social...

Aumento de pressão na terceira idade. Por quê?

A hipertensão arterial (conhecida como pressão alta) é uma das doenças que mais afetam pessoas por todo o mundo. É caracterizada por um aumento nos níveis de pressão arterial, a força que a sua circulação sanguínea exerce nas suas artérias, a níveis que estão relacionados a um maior risco de doenças do coração e rins. Até aí, nenhuma novidade. Mas você já se perguntou, por que a proporção de pessoas com hipertensão aumenta com a idade? Já se sabia que quanto mais velho, maior o risco do paciente desenvolver um quadro de pressão alta. Mas o porquê disto ocorrer ainda não havia sido descrito. Um grupo japonês, liderado por Motohiro Nishida, acrescentou uma possível resposta a essa pergunta. Eles abordaram o problema com conhecimentos já estabelecidos. Sabe-se que um hormônio produzido por nós, a angiotensina II, tem papel importante para regulação de diversas funções no nosso corpo. Por exemplo, se estamos desidratados, ela é liberada e promove o fenômeno de retenção de sais no...

Nova engrenagem do relógio biológico (e o que o estresse pode ter a ver com isso)

Ainda estamos no inverno, mas, todo o verão, ouvimos pessoas defendendo ou reclamando o horário de verão. O argumento dos que reclamam sempre pende para a desregulação do relógio biológico. Os que defendem acham que isso é frescura. Mas é fato que o tal relógio biológico existe em vários organismos, desde bactérias, passando por plantas e insetos, até mamíferos como nós. Nos humanos, esse sistema regula muito além do ciclo de sono e vigília (ou seja, quando você fica com sono ou ligadão); a atividade locomotora e até a secreção de hormônios são regulados pelo relógio biológico. Dessa forma, como era de se esperar, a perturbação desse ciclo não causa apenas problemas de sono ou cansaço, mas também problemas metabólicos e psiquiátricos (tenho certeza que você conhece alguém que beira a loucura depois de uma noite mal dormida!). O funcionamento desse relógio (também chamado de ritmo circadiano) começou a ser descrito nas moscas drosófilas (sim, aquelas das aulas de biolo...