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Mostrando postagens com o rótulo Endocrinologia

Ganhando peso com a idade? Culpa do macrófago!

Você já teve a impressão de que, quanto mais velho, mais fácil de engordar? Pois é, essa sensação já foi comprovada cientificamente. No seu corpo, sua gordura fica normalmente armazenada em células especializadas, chamadas de adipócitos, que formam o tecido adiposo. Essas células são responsáveis por estocar o conteúdo de gordura proveniente da alimentação, para posterior utilização quando necessário (por exemplo, no jejum). Quando há necessidade, a gordura (estocada na forma de triglicerídeos) no interior dos adipócitos é quebrada e então liberada na corrente sanguínea para utilização por outros tecidos. Este processo chama-se lipólise, e é altamente regulada por hormônios e neurotransmissores, dentre eles a noradrenalina (responsável pela palpitação observada quando tomamos um susto, por exemplo). Mas afinal, por que temos facilidade de ganhar peso quando envelhecemos? Cientistas americanos demonstraram que o culpado pode ser uma célula conhecida do sistema imune: os macrófa...

Fadiga adrenal: uma doença que não existe

Em um episódio do programa Salutis , coordenado por João Carlos Baldan, o Dr. José Roberto Kater diz que a fadiga adrenal só é diagnosticada no sétimo médico. Mas o que é a fadiga adrenal e por que é difícil para o médico descobrir a doença? A resposta é simples: porque ela não existe. A fadiga adrenal foi inventada em 1998 pelo quiroprático (a quiropraxia é um ramo da medicina alternativa que mistura o uso de energia vital com massagens e banhos de gelo para tratar problemas musculares; uma prática sem nenhuma comprovação científica que pode ser tema de outra postagem) James Wilson como uma hipótese para explicar uma mistura de sintomas, como cansaço, indisposição e fraqueza sem explicação, dificuldade de acordar de manhã, e outras coisas mais subjetivas, como vontade de tomar café e de comer doce. Segundo essa hipótese, esses sintomas são explicados por uma redução ou desregulação na produção de cortisol (um hormônio importante do corpo, responsável por várias coisas como a respos...

Terapia gênica contra a obesidade

A obesidade é hoje uma epidemia mundial. Há 10 anos, 10 % dos adultos do mundo eram obesos. Uma estimativa indica que o 95 % dos brasileiros estarão obesos ou sobrepesados (vulgo, gordinhos) em 2050. Alarmante! Como a obesidade costuma vir acompanhada de outras doenças, como diabetes, pressão alta, e colesterol e triglicerídeos altos, ela mata mais de três milhões de pessoas por ano. O SUS deveria gastar 330 bilhões de dólares (sim, BILHÕES!) só para tratar essas doenças nos próximos 40 anos. É muito dinheiro! Por isso, muitos cientistas estão buscando novas formas de tratar a obesidade. Mas para isso, é preciso entender como a obesidade termina por causar outras doenças. Por exemplo, já sabemos que existe uma relação entre a obesidade e o sistema de defesa (imune) do corpo. Na obesidade, o tecido adiposo (que é responsável por acumular as gorduras no corpo; vulgo, as gordurinhas) chega ao seu limite de acúmulo de gorduras e fica doente; como resultado o corpo responde, aumentando a...

Malhar para não esquecer

Todos nós sabemos, intuitivamente, que a prática regular de exercícios físicos tem efeitos benéficos para o nosso organismo. A prática de exercício parece prevenir uma série de doenças crônicas e degenerativas, como artrite, câncer e diabetes 1 . Mas você já se perguntou como isso acontece? Quando pensamos nos nossos músculos em exercício, imaginamos apenas um tecido meio elástico e vermelho, que serve para fazer a movimentação dos ossos e articulações e, consequentemente, a movimentação do nosso corpo. Porém, o músculo não parece ser tão simples assim (como tudo em sistemas biológicos, raramente a coisa é simples). Estudos recentes mostram que o músculo em contração funciona não só mecanicamente, mas também é estimulado, pelo movimento, a produzir e liberar hormônios para a circulação 2 . Ou seja, mais que um mero motor, nosso músculo parece funcionar como uma fonte de hormônios que podem agir em outros órgãos do nosso corpo. E, pelo que parece, esses hormônios, chamados de mioc...

Luz engorda?

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Mas antes uma palavra dos nossos patrocinadores: essa postagem faz parte de uma blogagem coletiva, organizada pelo Roberto Takata do Gene Repórter , devido a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2015, cujo tema é “Luz, Ciência e Vida”. Abaixo segue a lista com todos os canais de divulgação científica que estão participando: Ciência Ao Natural Biorritmo A Bela Ciência Ceticismo, Ciência e Tecnologia 4x15 Evolution Academy Coluna Ciência Metodologia Científica e Tecnologia Do Nano ao Macro Cultura Científica Física na Veia! Rainha Vermelha Rascunhos Científicos Beta Final Curiozoo A Liga dos Cientistas Extra Ordinários Dinobótico Pesquisa em Biomedicina Poluição Luminosa Nightfall in Magrathea Gênero e Ciências Blog Cético Psiquiatria e Sociedade Blog Divulga Ciência Um A+ de BioCiências Dragões de Garagem...

Proteínas brilhantes e a glicose do sangue

Pessoas com diabetes precisam estar sempre controlando a quantidade de glicose no sangue, principalmente aquelas que usam insulina regularmente. Elas precisam medir os níveis de açúcar várias vezes ao dia e dependendo do resultado tomar ou não o hormônio. Uma medição precisa da glicose é importante, pois uma dose muito alta de insulina pode levar a uma grande redução do açúcar e causar sonolência, desmaio e até morte. A forma padrão que os diabéticos usam para medir a glicose em casa é aquele aparelho que usa fitas e uma gota de sangue tirada do dedo. Porém, esse método apresenta alguns problemas. Ele não funciona bem quando os níveis de glicose estão baixos, o que é perigoso. Além disso, a quantidade de células vermelhas no sangue e alguns remédios usados pelos diabéticos podem interferir na dosagem e apresentar uma glicemia maior que a real. Por isso, novas formas de medir a glicose do sangue estão sendo desenvolvidas. Pesquisadores americanos publicaram seus resul...

As bactérias da sua barriga podem fazer você comer mais chocolate?

Fonte: hypescience.com A forma como a gente escolhe o que vai comer tem grande influência sobre o nosso peso, e assim é ponto importante para se evitar a obesidade e todos os problemas de saúde que ela traz junto, como pressão, colesterol e glicose altos. Já escrevi aqui que isso pode ter um fundo genético. Mas, ao que parece, as bactérias que você carrega de carona na barriga (sua microbiota intestinal) podem estar manipulando seu corpo e te fazendo comer o que elas querem, na hora que elas querem. E isso nem sempre é o mais saudável para você. Essa disputa entre a microbiota intestinal e você na hora que escolher o almoço no cardápio vem sendo estudada recentemente. E força de vontade para não comer no Burger King pode não ser suficiente! A sua microbiota é composta de uma grande diversidade de bactérias, onde cada tipo de bactérias cresce melhor com diferentes tipos de alimentos que você come. Se alguma dessas bactérias pudesse produzir um tipo de substância qu...

Novo caminho para o tratamento do diabetes

Fonte: www.mundodastribos.com O diabetes, doença caracterizada pelos altos níveis de açúcar no sangue, atinge cerca de 20 milhões de brasileiros. A doença é classificada em dois tipos. No diabetes tipo I, a pessoa é incapaz de produzir ou liberar o hormônio insulina, responsável por fazer as células do corpo, principalmente fígado, músculos e tecido adiposo (que acumula gordura), pegarem a glicose do sangue. O diabetes tipo I normalmente aparece ainda na infância e esses indivíduos são tratados com o recebimento de doses injetáveis de insulina. Já no diabetes tipo II, as pessoas produzem insulina (na maioria das vezes até demais), mas as células não são capazes de “sentir” o hormônio e não retiram o açúcar do sangue, o que faz com que a glicose permaneça alta. O diabetes tipo II está claramente associada à obesidade e é uma doença crônica, que pode levar ao entupimento dos vasos sanguíneos (aterosclerose), danos na retina (que pode levar até a cegueira), pressão alta, problemas de...

Nova engrenagem do relógio biológico (e o que o estresse pode ter a ver com isso)

Ainda estamos no inverno, mas, todo o verão, ouvimos pessoas defendendo ou reclamando o horário de verão. O argumento dos que reclamam sempre pende para a desregulação do relógio biológico. Os que defendem acham que isso é frescura. Mas é fato que o tal relógio biológico existe em vários organismos, desde bactérias, passando por plantas e insetos, até mamíferos como nós. Nos humanos, esse sistema regula muito além do ciclo de sono e vigília (ou seja, quando você fica com sono ou ligadão); a atividade locomotora e até a secreção de hormônios são regulados pelo relógio biológico. Dessa forma, como era de se esperar, a perturbação desse ciclo não causa apenas problemas de sono ou cansaço, mas também problemas metabólicos e psiquiátricos (tenho certeza que você conhece alguém que beira a loucura depois de uma noite mal dormida!). O funcionamento desse relógio (também chamado de ritmo circadiano) começou a ser descrito nas moscas drosófilas (sim, aquelas das aulas de biolo...

Mais oxitocina, por favor!

Amor = oxitocina? (Fonte: www.fakefake.com.br )   Possivelmente, você já ouviu falar ou leu em algum lugar sobre o “hormônio do amor”, a oxitocina. Tema bom para o Valentine’s Day , que passou não tem muito tempo. Uma busca rápida no Google trás um monte de notícias relatando os mais variados efeitos da oxitocina, como estimular a moral no indivíduo, aumentar a empatia e diminuir a agressividade entre as pessoas e manter a monogamia dos casais (e fazer com que os maridos achem suas esposas mais atraentes). A verdadeira Droga do Amor do Pedro Bandeira. A oxitocina também melhora a atividade cerebral de autistas e um abraço de 20 segundos estimula o cérebro a produzir o hormônio. Mais recentemente, a mídia tem divulgado que a oxitocina também pode ter um lado negro: ela estaria envolvida com o medo e a ansiedade depois de momentos estressantes. Mas, tentando separar o joio do trigo, o que é verdadeiramente científico nessa história, já que tudo que fica muito badalado acaba vi...