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Excesso de uma proteína pode está relacionado à esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental que atinge cerca de 1 % da população mundial. A doença tem sintomas graves como alucinações e delírios, problemas de comunicação durante as crises, catatonia e depressão. O tratamento é feito à base de remédios antipsicóticos, mas nos casos mais graves, internações involuntárias podem ser necessárias. Porém, as causas da esquizofrenia ainda são muito pouco conhecidas. Teorias que envolvem psicanálise, bioquímica, neurobiologia e genética se misturam, e é provável que todas estejam certas em determinado grau. Pela parte genética, diversos genes já foram relacionados com a esquizofrenia, entre eles o chamado NOS1AP. Problemas nesse gene foram identificados em pessoas com esquizofrenia familiar no Canadá e na China. Mas como o NOS1AP está envolvido na doença ainda era um mistério e foi o alvo da pesquisa de um grupo de pesquisadores americanos e franceses, publicada no ano passado. Os cientistas usaram técnicas de biologia molecular para alte...

Sala de cinema da Torre: “O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz”

“O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz” é um excelente documentário de 2014, escrito e dirigido por Brian Knappenberger. O filme conta a história do programador e ativista americano Aaron Swartz. Seu pai era dono de uma empresa de software e, desde muito jovem, Swartz se interessou por computação e esteve envolvido com a programação e a Internet. Exemplos? Em 2000, Swartz tinha 13 anos e foi o mais jovem ganhador do prêmio ArsDigita, dedicado a jovens que criaram páginas não-comerciais úteis, educacionais e colaborativas. Swartz construiu a “The Info Network”, uma enciclopédia online que pode ser considerada uma pré-Wikipédia. Com 14 anos, ele ajudou no desenvolvimento da tecnologia de RSS, que permite hoje que usuários se inscrevam em blogs (como esse) e outros sites com constante atualização, para receber novos conteúdos diretamente, sem precisar visitá-los um a um. E com 15 anos, Swartz participou ativamente da criação da Creative Commons, ONG dedicada à flexibiliza...

Beijo de língua é cientificamente nojento!

O Dia dos Namorados foi na semana passada e vários casais apaixonados passaram a noite de sexta-feira juntos. Quem estava solteiro, aproveitou que era sexta para tentar se arranjar. Mas o fato é: um casal troca oito milhões de bactérias por segundo entre as suas línguas durante um beijo íntimo. Essa é uma das conclusões de um estudo publicado por cientistas holandeses (KORT et al., 2014). Mas por que esses pesquisadores foram estudar as bactérias da boca dos casais? A ideia era estudar a microbiota, ou seja, o conjunto de bactérias presente nas bocas das pessoas e saber se a microbiota oral de casais que se beijam com mais frequência é mais parecida entre si o que em casais, digamos, não tão apaixonados. As bactérias da boca podem ser importantes para a saúde oral, e ter influência sobre os dentes, por exemplo. Além disso, o beijo (e a troca de saliva e microbiota) pode ter tido papel importante no desenvolvimento do comportamento de corte dos seres humanos, já que s...

Genética de bactérias que causam diarreia pode permitir a criação de uma vacina única contra a doença

Uma bactéria, chamada Escherichia coli enterotoxigênica, causa um grave quadro de diarreia nas pessoas infectadas. Quatrocentos milhões de pessoas sofrem com a doença todo ano, e 400 mil (ou seja, 10 %!) crianças de países pobres morrem em decorrência dela. Entender sobre a biologia dessa bactéria pode então salvar muitas vidas. Assim, pesquisadores da Suécia, Reino Unido, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Finlândia se dedicaram a entender como essas bactérias se tornam causadoras de doenças (ou seja, patogênicas) através do estudo da evolução do seu material genético. Para isso, eles sequenciaram o genoma de mais de 300 isolados dessas bactérias, que foram obtidos de pessoas doentes na Ásia, África e Américas, entre 1980 e 2011. Os resultados obtidos foram então analisados em computadores, permitindo comparar os genomas, agrupar os isolados mais parecidos e reconstruir a história evolutiva das bactérias. Os cientistas esperavam que essas bactérias se tornassem patogênicas “mei...

Por que os mosquitos picam as pessoas?

Os insetos que bebem sangue (chamados hematófagos) são responsáveis pela transmissão de diferentes tipos de doenças para os seres humanos. Por exemplo, os barbeiros transmitem a Doença de Chagas, a mosca tsé-tsé transmite a doença do sono na África, os mosquitos do gênero Anopheles transmitem diversos tipos de malária pelo mundo. Nosso mosquito “companheiro” Aedes aegypti é responsável por infectar a população brasileira com vários vírus, como Dengue, Febre Amarela, Chikungunya e o recém-chegado Zika. Mas por que alguns mosquitos preferem picar pessoas e não outros mamíferos? Buscar a resposta para essa pergunta vai além de saciar a curiosidade de um grupo de cientistas; pode revelar uma forma de evitar que os mosquitos nos encontrem e reduzir a transmissão de doenças. Em 1952, pesquisadores descreveram dois tipos de A. aegypti na região de Rabai, Quênia. Os mosquitos com coloração marrom eram domésticos: entravam nas casas, colocavam seus ovos em recipientes com água no in...

Proteína modificada em laboratório inibe a propagação do câncer para outros tecidos

Um dos maiores problemas causado pelo câncer é a metástase, uma mania chata dessas células doentes de saírem do seu tecido de origem e irem se instalar em outros, espalhando tumores por todo o corpo do paciente. O surgimento de novos tumores em diferentes partes do corpo dificulta muito o tratamento e aumenta a chance do comprometimento de algum órgão vital. A metástase na fase final do desenvolvimento do câncer é uma das causas de morte dos pacientes. Embora metástase seja extremamente perigosa para o paciente, ainda não é bem entendido porque algumas células do tumor “resolvem” se soltar, viajar pela corrente sanguínea e se mudar para outro lugar. Diferentes grupos de pesquisa estudam o fenômeno e buscam formas de impedir que ele aconteça. Sabe-se hoje que pelo menos duas proteínas estão envolvidas no processo. A primeira é um receptor de membrana, chamado Axl. Essa proteína transmite a célula sinais vindos de fora e estimula a célula a responder a eles. A segunda é uma prot...

Nova molécula pode facilitar tratamento com células tronco do cordão umbilical

O transplante de medula óssea é a única cura possível para várias doenças, incluindo alguns canceres, como leucemia e mieloma múltiplo. Nesse processo, as células doentes da medula do paciente são totalmente destruídas e então substituídas por células saudáveis, na maioria das vezes de um doador. O maior problema para esse transplante é a compatibilidade entre o paciente e doador. Se eles não forem geneticamente compatíveis, o procedimento não pode ser feito devido ao elevado risco de rejeição. Além disso, cerca de 35 % dos pacientes não tem um doador compatível e por isso não podem fazer o tratamento. A solução final para esse problema seria usar as células do próprio paciente, que obviamente serão compatíveis. Mas surgem ainda dois problemas. Primeiro, as células já estão doentes, então elas precisariam ser retiradas antes da doença se manifestar. Se as células do cordão umbilical foram armazenadas no momento do nascimento, esse problema está resolvido. Se não, será preciso ...