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Nova molécula contra um câncer cerebral

Fonte:  veja.abril.com.br Em julho, eu escrevi sobre uma pesquisa que utilizou vírus modificados contra um tipo de câncer, chamado glioblastoma. Hoje, eu volto a falar desse câncer, devido a sua importância. Como disse antes, o glioblastoma é extremamente agressivo e os tratamentos disponíveis hoje são pouco eficazes. Assim, a sobrevivência dos pacientes gira em torno de 14 meses após o diagnóstico. Por isso, muitos grupos buscam novas formas de tratamento para o glioblastoma. Agora, cientistas chineses descreveram a ação de um composto que é uma nova esperança contra esse câncer. Os resultados foram publicados na revista CNS Neuroscience & Therapeutics . A molécula, chamada NSC141562 (mas apelidada de BASI), já era conhecida, porém seu efeito sobre o glioblastoma ainda não tinha sido testado. Os pesquisadores viram que o composto reduziu as propriedades cancerígenas das células de glioblastoma em cultura, reduzindo a divisão das células e a sua capacidade de invadir ...

Aqui só tem macho!

Fonte: oglobo.globo.com A malária é hoje a doença infecciosa que mais mata no mundo; ela mata mais que a AIDS e a tuberculose. Cerca de 700 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência da doença, principalmente crianças africanas. A conta é simples: uma criança africana morre de malária por minuto! Porém, a malária deveria ser mais fácil de controlar do que a AIDS e a tuberculose. Enquanto as duas últimas são transmitidas de pessoa para pessoa, a malária é obrigatoriamente transmitida por mosquitos. Isso cria dois pontos para enfrentar a doença: o parasita em si e o mosquito. Mas estamos perdendo a batalha. Os medicamentos para combater a doença são antigos e pouco eficientes. E os mosquitos estão cada vez mais resistentes aos inseticidas usados e outros métodos de controle. É urgente que novas formas sejam desenvolvidas. Nesse ponto, a engenharia genética pode dar uma mão, através da criação de mosquitos transgênicos. Diferentes grupos de pesquisas pelo mundo t...

Para que sequenciar o genoma de um verme?

Fonte: info.abril.com.br Sequenciar o genoma de um organismo significa “ler” uma monótona e longa lista de “letras”: A, T, C e G. Cada “letra” dessa é, na verdade, uma sigla para indicar um componente do DNA, que uma cadeia de moléculas chamadas nucleotídeos. A indica adenina; T, timidina; C, citidina; e finalmente G significa guanidina. Essa sequência de nucleotídeos é especifica para cada organismo e contém toda a informação genética necessária para que ele viva. E por que é interessante conhecer o genoma dos organismos? Existem vários motivos. A gente pode se conhecer melhor. O sequenciamento do genoma humano permitiu que encontrássemos genes até então desconhecidos e pedaços inteiros de DNA que ainda não sabemos qual é a função. Várias doenças humanas são causadas por erros, pré-existentes ou adquiridos durante a vida, no genoma. O albinismo e o câncer são exemplos disso. Entender como genoma humano funciona como um todo pode ajudar a curar doenças e combater d...

O que você e os corais têm em comum?

O coral Acropora digitfera (Fonte: coral.aims.gov.au ) Muitas coisas, e, entre elas, a forma como as células “se matam”, de acordo com um trabalho publicado por pesquisadores americanos na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America . Mas uma coisa de cada vez. (A propósito, os corais são animais, e não pedras, certo?)  As evidências da evolução das espécies e da origem única da vida na Terra são esmagadoras. Por exemplo, alguns genes presentes no DNA humano podem ser encontrados na grande maioria, se não em todos, os seres vivos. O código genético (ou seja, a forma como a célula “lê o que está escrito” no DNA) também é basicamente igual em todas as formas de vida na Terra. Que a atual vida surgiu no planeta mais de uma vez ou que o ser superior criou todos os seres de modo independente, sem uma história em comum entre eles, são, no mínimo, hipóteses bem difíceis de serem sustentadas com essas e muitas outras evidênc...

Degeneração macular: radicais livres + sistema imune

(Fonte: www.deborapedroso.com ) A degeneração macular é principal causa de problemas de visão e cegueira em pessoas idosas no mundo desenvolvido. Existem diferentes causas para ela e, por isso, o mecanismo por traz da doença ainda é desconhecido. Recentemente, pesquisadores americanos publicaram os resultados das suas pesquisas na revista PLoS ONE , onde mostram avanços no entendimento de como a doença acontece e uma forma experimental para combatê-la. Os resultados indicam que a degeneração macular é, pelo menos parcialmente, causada por danos resultantes dos radicais livres e ativação desregulada do sistema imune do corpo. Os pesquisadores já sabiam que os olhos das pessoas afetadas pela degeneração macular apresentavam uma maior quantidade de um lipídeo específico, danificado pelos radicais livres. Quando testado no laboratório, esse lipídeo causou a ativação de células do sistema imune e inflamação das células da retina. Então us...

Dor genética

(Fonte: www.drrobertorocha.com.br) Estudos para determinar se uma doença tem fundo genético em humanos são difíceis de serem realizados, e a interpretação dos resultados tem que ser feita com cuidado. Isso porque é complicado separar o que é influência dos genes do que é efeito do ambiente onde as pessoas vivem. Por exemplo, eu citei estudos sobre a genética da obesidade algumas postagens atrás. Nesse caso, vamos pensar em uma família com excesso de peso. Os pais passaram seus genes para os filhos, mas também os criaram de acordo com os seus hábitos culturais não genéticos. Então, os seus filhos também são obesos por culpa dos genes ou dos hábitos, que podem incluir uma dieta longe de ser balanceada e pouco exercício físico? Provavelmente, os dois. Mas qual é o peso de cada um? Para alguns estudos, o uso de modelos experimentais permite controlar todas as variáveis ambientais e analisar apenas a culpa dos genes. Por exemplo, pesquisas com as mosquinhas drosófilas ...

Um vírus contra o câncer

(Fonte: cienciasetecnologia.com ) Os vírus podem ser considerados parasitas moleculares. Eles são muitos simples, formados por um material genético protegido por uma capa de proteínas. Assim, eles dependem da célula hospedeira para tudo. Quando um vírus entra em ação, seu material genético toma a célula como “escrava” e usa o metabolismo dela para a produção do que ele precisa, mas não consegue fazer sozinho. Isso inclui mais material genético e proteínas virais. Quando um grande número de novos vírus foi formado, a célula não aguenta, rompe e libera novos vírus que vão infectar outras células próximas. Assim, a infecção se espalha pelo organismo. Mas como os vírus tem um material genético simples, eles podem ser manipulados e transformados em laboratório de modo relativamente fácil, no melhor estilo filme de ficção científica. Podemos modificar os vírus e torná-los inofensivos para a produção de vacinas, ou usá-los para alterar a genética de plantas, ou ainda, tra...