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Mostrando postagens com o rótulo Relação social

Porque vão separar bebês macacos das suas mães (ou porque você não deve acreditar cegamente em abaixo-assinados apelativos)

Há algum tempo atrás, eu recebi por e-mail um convite para assinar um abaixo-assinado contra “torturas antiéticas e matanças de macacos bebês”. A campanha era assinada pela médica americana Dra. Ruth A. Decker (até onde conseguir apurar, pesquisadora aposentada da Universidade de Michigan, Estados Unidos) contra a pesquisa proposta pelo Dr. Ned H. Kalin, do Departamento de Psiquiatria, da Universidade de Wisconsin, também nos Estados Unidos. Segundo Dra. Decker, macacos recém-nascidos seriam separados das suas mães e colocados, presos, separados e sozinhos. Além disso, eles seriam estressados de diversas formas, como expostos a cobras vivas para tomarem sustos, furados com agulhas e submetidos à escaneamento cerebral. Obviamente, o abaixo-assinado viralizou e mais de meio milhão de pessoas assinaram o pedido. Pensei: “cara, em pleno século XXI, nenhuma Universidade, ainda mais americana, iria aprovar uma pesquisa cruel a esse ponto.” Pesquisei um pouco mais a fundo e vi que estava c...

Socializar diminui o estresse?

Frequentemente, quando se trata de saúde, o papel de interações sociais é pouco estudado. No senso comum, vemos alguma conexão. Quando estamos muito estressados na vida profissional, pessoal ou afetiva, nada melhor que socializar com os amigos, certo? Sentimo-nos melhores, mais dispostos, menos estressados. Mas o que a ciência diz sobre isso? Em setembro deste ano, uma colaboração de cientistas dos Estados Unidos, Alemanha, Uganda e Suiça demonstraram em macacos, que relações sociais afetivas atenuam tanto o estresse agudo (seu chefe pediu um relatório pra ontem, bem estressante!) quanto o estresse rotineiro. Macacos possuem relações sociais características, demonstradas por compartilhamento de comida, defesa quando um membro do seu grupo está em perigo e outros sinais de cooperação que se assemelham a relações sociais humanas, permitindo a criação de certo paralelo. Já é sabido que nosso organismo é capaz de perceber estímulos, como situações de estresse (físico, social...

Sala de cinema da Torre: “Deus não está morto”

“Deus não está morto” é um filme americano de 2014, estrelado por Shane Harper, Kevin Sorbo e David A.R. White, escrito por Hunter Dennis, Chuck Konzelman e Cary Solomon, e dirigido por Harold Cronk. O enredo central é o seguinte: o calouro Josh (Shane Harper) é um cristão convicto que se inscreve para a aula de filosofia do professor Radisson (Kevin Sorbo) que parte do pressuposto em suas aulas que Deus está morto. Josh não aceita e então Radisson o desafia a defender a existência de Deus contra os argumentos filosóficos e científicos nas próximas três aulas. Assisti ao filme no ano passado esperando um grande debate de ideias sobre a existência de Deus, mas o filme não passa de um grande spam gospel. É tão spam que ele pede que você mande um SMS para todos os seus contatos, dizendo “Deus não está morto”, assim como todos os spams funcionam. (E fico feliz por não ter recebido nenhum SMS dos meus contatos; vocês estão de parabéns, amigos!) Quero deixar claro que n...

Mais oxitocina, por favor!

Amor = oxitocina? (Fonte: www.fakefake.com.br )   Possivelmente, você já ouviu falar ou leu em algum lugar sobre o “hormônio do amor”, a oxitocina. Tema bom para o Valentine’s Day , que passou não tem muito tempo. Uma busca rápida no Google trás um monte de notícias relatando os mais variados efeitos da oxitocina, como estimular a moral no indivíduo, aumentar a empatia e diminuir a agressividade entre as pessoas e manter a monogamia dos casais (e fazer com que os maridos achem suas esposas mais atraentes). A verdadeira Droga do Amor do Pedro Bandeira. A oxitocina também melhora a atividade cerebral de autistas e um abraço de 20 segundos estimula o cérebro a produzir o hormônio. Mais recentemente, a mídia tem divulgado que a oxitocina também pode ter um lado negro: ela estaria envolvida com o medo e a ansiedade depois de momentos estressantes. Mas, tentando separar o joio do trigo, o que é verdadeiramente científico nessa história, já que tudo que fica muito badalado acaba vi...