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Mostrando postagens com o rótulo Alcoolismo

[Blogue da Paula] Alcoólatras sofrem mais convulsões?

A convulsão é uma doença que está relacionada com o aumento da atividade elétrica em alguma parte do cérebro, podendo ser localizada ou generalizada. Dos tipos de convulsões existentes, as duas mais conhecidas são: a crise de pequeno mal (ou de ausência) e a crise de grande mal. Nas crises de ausência, geralmente a pessoa apresenta perda de consciência, olhar paralisado e interrupções de atividades, que normalmente duram alguns poucos segundos. Já nas crises de grande mal, chamadas também de convulsões tonico-clônicas, além de apresentar perda súbita de consciência, a pessoa tem contrações generalizadas, variando entre forte rigidez (aumento da contração do músculo) e períodos de relaxamento dos músculos, capaz de durar por alguns minutos. É fato que algumas circunstâncias podem ajudar a desenvolver esta doença. As mais conhecidas são: febre alta, golpes na cabeça, epilepsia, falta de oxigenação no cérebro (que eventualmente pode resultar em uma alta descarga elétrica dos neur...

Cirrose hepática alcoólica é uma doença...fúngica??

Você com certeza já ouviu a frase ‘’beba com moderação’’. Pois é, ela nunca foi tão importante. O número de pessoas com doença no fígado causada por excesso de bebida alcoólica, chamada de cirrose hepática alcoólica, tem crescido nos últimos anos. Sempre se pensou que o álcool por si seria o causador desta doença. Entretanto, recentemente, seres vivos que vivem dentro de nós tem recebido muita atenção: os microorganismos. Estamos em um casamento com diferentes bactérias e fungos, desde o nosso nascimento até a nossa morte (podemos dar nome a esse casamento – mutualismo ou comensalismo). Como em um verdadeiro casamento, estamos juntos ‘’na saúde e na doença’’. Mas qual o papel desses microorganismos na doença? Especialmente a cirrose hepática alcoólica? Cientistas de várias partes do mundo descobriram que um grupo específico de microorganismos participa do desenvolvimento desta doença: os fungos! Usando camundongos como modelo para estudar o envolvimento de fungos na cirrose h...

O gene da bebedeira

O alcoolismo e o abuso de outros tipos de droga é um problema social e econômico em muitas partes do mundo. A solução desses problemas deve passar por uma abordagem psicológica, mas a criação de remédios para combater o uso excessivo de álcool também é possível. Mas, para isso, é necessário entender muito bem com o álcool age no cérebro, e como o cérebro responde à droga. Um grupo de pesquisadores americanos investigou parte desse problema, desvendando o papel de uma proteína pode estar envolvida com o quanto você enche a cara numa happy-hour ou chopada da universidade. Esse gene da bebedeira é chamado de GIRK3. Esse gene é ativo em alguns neurônios no cérebro e tem papel em regular se esses neurônios devem ou não passar um sinal cerebral para o próximo neurônio no caminho. Para estudar as funções desse gene, os cientistas criaram um camundongo transgênico que não tem esse gene no seu genoma (o que chamamos de camundongos nocautes) e estudaram como esses animais lidavam com o álcool...

E se um gene fizesse você encher a cara?

Estamos saindo das comemorações de Ano Novo e é possível que você tenha passado pela seguinte situação: um tio que desde cedo já estava nos trabalhos da manguaça, chapou o melão, não conseguiu ver nem os fogos, começou 2014 com uma baita ressaca e prometeu (novamente) nunca mais beber. Mas você sabe que no início de 2015 a mesma coisa vai acontecer. Porém, e se ele não for culpado sozinho? E se, como as crianças que comem mal ( sobre as quais escrevi anteriormente ), um gene desse um empurrãozinho para a água que passarinho não bebe e o deixasse mais perto do alcoolismo? Nosso conhecimento sobre as bases genéticas, moleculares e neurobiológicas da dependência ao álcool é incompleto, mas pesquisadores britânicos deram um passo nessa direção e publicaram um trabalho na revista “ Nature Communications ” que ajuda a entender como funciona a preferência pelo consumo de álcool no cérebro. Os pesquisadores usaram uma substância química para gerar mutações aleatórias no DNA de camund...