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Mostrando postagens com o rótulo insulina

[Blog da Lívia] Aspartame e aterosclerose: uma relação de risco

O adoçante aspartame está presente em mais de 6 mil produtos ao redor do mundo, como refrigerantes diet , gomas de mascar e iogurtes, sendo visto por muitos como uma alternativa mais saudável ao açúcar (ANVISA, 2023). No entanto, pesquisas recentes sugerem que ele pode não ser tão isento de riscos quanto se pensava (Debras e cols., 2023). Um estudo publicado em fevereiro deste ano na revista Cell Metabolism  associa o consumo de aspartame ao desenvolvimento de aterosclerose, que é o entupimento dos vasos sanguíneos pela gordura presente no sangue (Wu e cols., 2025). O aspartame foi descoberto em 1965 pelo pesquisador James M. Schlatter, de forma acidental, enquanto trabalhava no desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de úlceras gástricas (Zolin, 2023). Com um poder adoçante cerca de 200 vezes maior que o do açúcar e sem calorias, o aspartame rapidamente se popularizou na indústria alimentícia e é amplamente consumido em todo o mundo até os dias atuais (Zolin, 2023). Embo...

[Chute do Nobel T1E7] CRISPR-Cas9, a tesoura molecular, ganhará o Nobel?

Já imaginou editar o DNA como editamos os textos no Word? Como por exemplo, ligar ou desligar os genes da insulina. Inativar genes que estão relacionados com o Alzheimer. Mapear genes nos cromossomos de tumores e descobrir novos mecanismos de resistência à quimioterapia. E até substituir genes que contem mutações prejudiciais. Parece história de filme de ficção científica, mas não é. Graças a técnica de biologia molecular, CRISPR-Cas9, já é possível realizar a edição de genomas. A técnica de edição genética por CRISPR-Cas9 foi descoberta por duas pesquisadoras: Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna Cate. Emmanuelle Charpentier nasceu na França, estudou bioquímica, microbiologia e genética na Universidade Pierre e Marie Curie em Paris, e realizou doutorado no Instituto Pasteur. Jennifer Doudna cresceu em Hilo, Havaí; é bacharel em bioquímica e Ph.D. em biologia molecular pela Universidade Harvard. Tal descoberta rederam as pesquisadoras, além de uma patente bilionária, vári...

[Blogue do PJ] Um novo pâncreas no fígado: futura cura para a diabetes tipo 1?

Um dos maiores problemas de saúde no mundo atual é a diabetes, uma vez que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 425 milhões de pessoas possuem a doença ao redor do mundo. Isso representa mais de 6 % da população mundial. No Brasil, os dados são ainda mais alarmantes, já que mais de 8 % dos brasileiros são diabéticos e a taxa de incidência da doença cresceu 61,8 % no período entre 2008 e 2018. A diabetes é uma doença cujo principal sintoma é o aumento da glicose no sangue (hiperglicemia), sendo que, dependendo do motivo gerador da hiperglicemia, a diabetes é caracterizada como um tipo diferente. Os dois principais tipos da doença são, a diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2. A diabetes mellitus tipo 2 é o tipo mais comum da doença, representando cerca de 90 % dos casos de diabetes. Ela costuma ocorrer em pessoas mais velhas e com maus hábitos de vida, como sedentarismo e dieta muito rica em carboidratos. Esse tipo de diabetes é caracterizado por problemas na a...

[Blogue do Igor] Um novo jeito de usar insulina

O avanço da medicina no último século é algo notório. Quando o assunto é diabetes houve avanços significativos, e o mais conhecido e prestigiado foi a possibilidade de termos a insulina como medicamento na diabetes. Porém a insulina já popularmente conhecida como a “injeção na barriga” agora está de cara nova. No último mês a ANVISA regulamentou uma nova forma de apresentação da tão conhecida insulina: a insulina inalável. Bem, mas como isso funciona? Será que dá certo? Vem com a gente para entender melhor sobre isso! A diabetes é caracterizada pela dificuldade ou incapacidade do organismo em colocar a glicose (um açúcar obtido na comida ou feito pelo próprio corpo, responsável por dar energia para nossas células) para dentro da célula. A diabetes é classificada como Diabetes Mellitus tipo I e II, sendo os diabéticos tipo I os chamados insulino-dependente, ou seja, aqueles que precisam da administração da insulina (hormônio responsável por fazer a célula captar a glicose) pois...