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Mostrando postagens com o rótulo CAR-T cell

[Chute do Nobel T4E4] CAR-T Cells: O uso de um medicamento vivo para o ataque às células tumorais

  Imagine retirar algumas células de defesa do organismo, ensiná-las a reconhecer o câncer e depois devolvê-las ao paciente para que elas próprias combatam a doença. Essa é a ideia por trás das células CAR-T, uma tecnologia reconhecida como um “medicamento vivo”. A terapia utiliza um tipo de célula de defesa do corpo, as células T, modificando-as em laboratório e devolvendo ao corpo do paciente para que consigam reconhecer e atacar as células tumorais de maneira efetiva. Os resultados mais impactantes até o momento foram observados principalmente tipos de cânceres hematológicos, especialmente em pacientes que já não respondiam aos tratamentos convencionais. Por isso, a tecnologia CAR-T representa uma estratégia importante: frequentemente as células de defesa do organismo passam a favorecer a progressão do câncer, dificultando a resolução da doença. Apesar de parecer uma tecnologia recente, sua história começou há algumas décadas. Em 1987, o pesquisador japonês Yoshikazu Kuwana e su...

[Chute do Nobel T3E9] Nobel em Fisiologia ou Medicina 2023

O Nobel em Fisiologia ou Medicina 2023 vai para Dr Michel Sadelain, Diretor do Centro de Engenharia Celular do Memorial Sloan Ketteringe e para Dr Carl June, Diretor do Centro de Imunoterapia Celular da Perelman School of Medicine e Diretor do Instituto Parker de Imunoterapia do Câncer da Universidade da Pensilvânia. Desenvolvimento de terapias CAR-T As terapias com células CAR-T, que são as terapias com receptores de antígenos quiméricos de células T, foram desenvolvidas por diversos grupos de pesquisadores ao longo do tempo. Este campo de pesquisa é caracterizado por uma colaboração entre instituições e cientistas, que fizeram contribuições significativas. No entanto, é importante destacar que alguns grupos específicos tiveram um papel fundamental no avanço da tecnologia CAR-T. E desde então essa tecnologia têm contribuído significativamente para o campo da imunoterapia contra o câncer. O Dr. Sadelain desempenhou um papel crucial no avanço da imunoterapia com células T, que é uma téc...

[Chute do Nobel T3E5] Tratamento para leucemia no caminho para o Nobel

O câncer é uma das principais causas de morte no mundo, onde apenas em 2018 foi responsável pela morte de 9,6 milhões de pessoas no mundo, sendo o tratamento e a prevenção cruciais para diminuição de 30 a 50% da mortalidade desta doença (WHO, 2020). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020, 19,3 milhões foram diagnosticadas com câncer, sendo que este cenário ainda pode ser agravado pela dificuldade de acesso a centros de saúde e paralização de tratamento oncológicos e não realização de exames preventivos e de diagnostico precoce para câncer durante a pandemia da COVID-19. E, exatamente pela sua gravidade, não é surpresa que pesquisas oncológicas sejam temas recorrentes dentre os ganhadores do Nobel. Um dos dez tipos de câncer mais comuns no mundo é a leucemia, onde vemos cerca de 257 mil novos casos por ano. Em 2022 pesquisadores reportaram o marco de 10 anos de sobrevivência de dois pacientes com leucemia que foram tratados com uma terapia inovadora, a terapia CAR-T. Essa...

[Chute do Nobel T3E4] Quem vai ganhar o Nobel este ano?

Em 2023, a comunidade científica espera ansiosamente o anúncio do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina. A aposta atual para ganhar nesta categoria, com grande expectativa, é o pesquisador Zelig Eshhar. O motivo? Sua contribuição revolucionária para a pesquisa em imunoterapia do câncer, especificamente a criação do receptor quimérico de antígeno, ou CAR-T cell . Mas o que exatamente é o CAR-T cell e por que isso poderia render o prêmio mais prestigioso do mundo para esse cientista e seu grupo? Partindo do princípio, o câncer é uma doença desafiadora, caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais que frequentemente resistem aos tratamentos convencionais. Cirurgias, quimioterapia e radioterapia, embora eficazes em alguns casos, causam efeitos colaterais significativos e não garantem a cura. Nas últimas décadas, Eshhar e outros cientistas têm explorado a imunoterapia do câncer, como uma abordagem que utiliza o sistema imunológico do paciente para combater o câncer de ...