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Mostrando postagens com o rótulo Vacina

[Chute do Nobel T3E10] Vacina de mRNA contra a COVID-19: Forte Candidata ao Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2023

No emocionante mundo da ciência, algumas descobertas merecem destaque, não apenas pela sua importância, mas também pelo impacto que têm na vida das pessoas. Em 2023, a comunidade científica e o mundo celebram a premiação do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina para os cientistas por trás das pesquisas com resultados inovadores para o desenvolvimento da sociedade. Neste texto, vamos explorar o que torna as vacinas de mRNA contra a COVID-19 tão especiais, como elas funcionam e quem são os cientistas responsáveis por essa conquista notável. Para entender como funcionam as vacinas de mRNA, imagine-as como um guia para o nosso sistema imunológico. Em vez de utilizar o vírus real, essas vacinas contêm um pedaço do material genético do vírus da COVID-19, chamado de mRNA. Este mRNA instrui nossas células a produzirem uma proteína específica encontrada no vírus. Quando nossas células produzem essa proteína, o sistema imunológico reconhece-a como estranha e começa a criar anticorpos para combat...

[Chute do Nobel T3E6] Nobel de Química 2023

Uma forte candidata ao Nobel de Química é a pesquisadora Katalin Karikó, doutora em Bioquímica pela Universidade de Szeged. Há décadas Karikó vem contribuindo de maneira notável para o avanço da Ciência e a Medicina. Seu trabalho incansável e inovador no campo do RNA mensageiro (mRNA) desempenhou um papel fundamental na criação das vacinas contra a Covid-19 e na revolução no campo da genética que estamos observando atualmente. Sua origem modesta, como filha de um açougueiro, a distanciava do mundo da Ciência, não tendo nenhum cientista em sua rede de contatos quando tomou a decisão de trilhar o caminho da pesquisa científica. Em 1985, apenas três anos após sua formação, a húngara atravessou o oceano para os Estados Unidos, onde realizou um pós-doutorado na Temple University, localizada na cidade de Filadélfia, Pensilvânia. Posteriormente, em 1989, Karikó assumiu o cargo de Professora Adjunta na University of Pennsylvania. Nessa instituição, ela concentrou sua pesquisa na inovadora tecn...

[Chute do Nobel T2E1] A persistente Katalin Karikó: uma candidata à ganhadora do Prêmio Nobel de 2022

Katalin Karikó é uma bioquímica búlgara que migrou com sua família para os Estados Unidos da América (EUA) em 1985 para dar continuidade a sua pesquisa com RNA. No período de 1985 a 1988, durante o seu pós-doutorado na Temple University, na Filadélfia, e na “Uniformed Services University of Health Sciences”, em Bethesda, Karikó participou de um ensaio clínico em que os pacientes com AIDS, doenças hematológicas e Síndrome da Fadiga Crônica foram tratados com RNA de fita dupla (dsRNA). Esta pesquisa foi considerada inovadora, pois o mecanismo molecular da indução do interferon, uma proteína envolvida no sistema de defesa do corpo, por dsRNA não era conhecido, apesar dos efeitos antivirais e anticancerígenos do interferon já estivessem bem documentados. Em 1989, Karikó começou a pesquisar com a cardiologista Elliot Barnathan na Universidade da Pensilvânia, sobre o RNA mensageiro (mRNA). O mRNA é uma molécula que carrega instruções para a construção de proteínas do DNA de uma célula para s...

[Chute do Nobel T2E11]

A minha aposta para quem vai o Prêmio Nobel esse ano é a bioquímica húngara Katalin Karikó. Quem é Katalin Karikó? Uma mulher forte e determinada, que nasceu em 1955 em Szolnok, Hungria, e que dedicou sua vida à pesquisa. Sua pesquisa é voltada para o desenvolvimento do mRNA transcrito in vitro para terapia com proteínas. Ela desenvolveu terapias e vacinas de RNA mensageiro, que é a base de diversos tratamentos que hoje salvam a vida de milhares de pessoas pelo mundo. Apesar de ser ganhadora de prêmios como Science of the Future Solvay de 2022 (onde ela ganhou o valor de 300 mil euros, cerca de 1 milhão e 800 mil reais) e o prêmio Rosenstiel de Trabalho Destacado em Medicina Básica, sua vida até chegar a esse momento foi de muitos altos e baixos, tanto na ciência, quanto na saúde. Ela foi para os Estados Unidos da América, Szeged com seu marido e filho com apenas 6 mil reais, após ser demitida da Universidade em que trabalhava na Hungria e começou a trabalhar na Temple University , na...

[Chute do Nobel T2E7] Prevendo os vencedores do Nobel de Medicina

Katalin Kariko e Drew Weissman (vencedores do Prêmio Lasker 2021) foram fundamentais para o desenvolvimento da vacina contra Covid-19 em tempo recorde. Para se ter uma ideia da revolução que eles causaram, do sequenciamento genético até a aplicação no primeiro ser humano, foram necessários 63 dias. É simplesmente absurdo. O padrão para o desenvolvimento de uma vacina era de 1 década. A tecnologia inovadora é baseada em vacinas por RNA mensageiro sintético. Isso não só foi responsável por dar esperança e energia para todas as pessoas do mundo no meio de uma pandemia caótica, como servirá de base para o enfrentamento das futuras pandemias e já serve de base para o avanço de terapias contra o HIV e até o câncer. Tudo bem, pode ser muito cedo, o Nobel é muito conservador e muitos outros pesquisados foram importantes para o desenvolvimento desse tipo de vacina. Mas seria muito gratificante ver o Nobel ser entregue como um símbolo de cooperação internacional contra um inimigo comum em uma ép...

[Chute do Nobel T2E3] Quem irá ganhar o Prêmio Nobel 2022?

Katelin Karikó é uma bioquímica húngara que foi responsável por uma das maiores descobertas dos últimos tempos. Karikó já possuía conhecimento e domínio em tecnologias que envolviam RNA mensageiro (RNAm) e foi responsável pelo desenvolvimento da primeira vacina contra a COVID-19 que foi responsável pela pandemia que assolou o Brasil e o mundo desde o ano de 2019. Karikó, junto com outros laboratórios, dispararam as pesquisas para desenvolvimento da vacina em tempo recorde. Porém a sua estratégia de criação da vacina com a molécula de RNAm gerou resultados surpreendentes, devido a capacidade da molécula produzir proteínas codificadas pelo próprio DNA dentro das células. A tecnologia utilizada por Karikó está nas vacinas das empresas de biotecnologia Moderna dos EUA e BioNTech da Alemanha sendo a BioNTech em conjunto com a Pfizer para produção e distribuição. Karikó concluiu seu doutorado na University of Szeged, Hungria. Porém, problemas financeiros que restringiam a pesquisa e principa...

Torre Móvel T3E6: A importância da vacinação

As vacinas têm por finalidade simular uma doença infecciosa, só que de forma segura, sem causar a própria doença nem efeitos colaterais graves. Uma vez aplicada, a vacina desencadeia uma série de reações imunológicas, que levam a um estado de proteção contra a doença para qual a vacina foi desenvolvida. Essa proteção tem como principal característica a longevidade e a especificidade. Para a maioria das vacinas atualmente disponíveis a imunidade protetora é atribuída à produção de anticorpos que reconhecem o patógeno, que é agente causador da doença, e o impedem de se multiplicar e causar a doença no indivíduo vacinado. No ano de 2018, foram confirmados 2.425 casos de sarampo no Brasil, tendo como resultado 12 óbitos. Os estados que apresentaram situação mais alarmante foram Rondônia e Amazonas, onde houve grande queda na cobertura vacinal para tríplice viral. Neste ano, 2019, o país não atingiu a meta de 90% de imunização contra a gripe. Como o índice de vacinação no Rio de Janei...

[Blogue da Paula] Vacina da gripe: posso e devo me vacinar?

       Hoje eu venho falar sobre a tal temida gripe. Doença essa que o Ministério da Saúde, já iniciou a campanha de vacinação no dia 10 de abril de 2019 nos postos de saúde e foi planejada para acontecer até o dia 31 de maio. Vale ressaltar que essa campanha de vacinação inicialmente foi para os grupos prioritários (trabalhores da área da saúde, gestantes, idosos, policiais, pessoas com doenças crônicas ou com baixa imunidade e professores de escolas públicas e privadas). Logo após essa data, a campanha foi prorrogada para a toda população e ela continua em vigor até quando durar os estoques da vacina. Essa medida pretende prevenir a doença e sua disseminação, além de evitar desperdício de doses. O vírus causador da gripe, chamado de vírus Influenza, é transmitido pelo ar através de gotículas de secreção, como por exemplo, tosses ou espirros, o que é bem comum na pessoa doente. Quando uma pessoa contaminada elimina essas secreções, posteriormente, poderá contam...

Sala de Cinema da Torre: O Amante da Rainha

Acabou o Carnaval! Feliz Ano Novo! Começar o ano com um filme parece uma boa ideia!; então: “O Amante da Rainha” é um filme dinamarquês de 2012, com Alicia Vikander, Mads Mikkelsen e Mikkel Boe Følsgaard, escrito por Rasmus Heisterberg e Nikolaj Arcel, com base no romance “Prinsesse af blodet” (Princesa de sangue, em tradução livre feita pelo Google Tradutor, porque sei só umas dez palavras em dinamarquês, embora tenha morado na Dinamarca quatro meses (ô língua difícil!)), de Bodil Steensen-Leth, e dirigido pelo Nikolaj Arcel. O filme ganhou dois Ursos de Prata em Berlim, e foi indicado como melhor filme estrangeiro no Oscar e no Globo de Ouro. Esse drama histórico tem como personagem principal Johann F. Struensee, médico alemão. Struensee se torna médico pessoal do rei Cristiano VII da Dinamarca e Noruega depois de acompanhá-lo por uma longa viagem por reinos europeus. O rei tinha vários problemas psiquiátricos, incluindo paranoia, automutilação e alucinações, depen...

Anticorpos desenvolvidos em laboratório como novo tratamento para a AIDS

As vacinas treinam o nosso sistema imune (nosso sistema de defesa do corpo) para lutar contra uma futura infecção. Elas contêm alguma parte do organismo que causa a doença; pode ser uma proteína apenas, ou o organismo inteiro morto, ou ainda o organismo atenuado (ou seja, vivo, mas incapaz de causar uma infecção). O que nosso sistema imune faz é pegar esse componente da vacina e gerar um anticorpo. Um anticorpo é uma proteína produzida pelo sistema imune, capaz de se ligar de modo específico e mesmo em baixa quantidade em alguma molécula externa do organismo invasor. A ligação do anticorpo funciona como uma marcação, indicando para as células e mecanismo de defesa do corpo quem são os inimigos que devem ser destruídos. O mesmo processo funciona quando ficamos doentes; o sistema imune produz anticorpos contra o organismo invasor como forma de ajudar a combater a doença. Mas se é simples assim, por que nosso corpo não consegue combater o vírus da AIDS ou por que ainda ...

Novas terapias vão ajudar o próprio corpo a combater o câncer

O nosso sistema imune é preparado para combater invasores e corpos estranhos no nosso corpo, como vírus, bactérias e fungos, usando células especializadas e uma grande variedade de proteínas, como anticorpos e enzimas. O câncer, um aglomerado de células que se multiplica sem controle, é, de certa forma, um corpo estranho. Por que então nosso sistema imune não impede o crescimento e destrói os tumores? Bem, na verdade, ele faz isso sim. Mas o problema está em dois pontos. Primeiro, as células cancerosas, embora diferentes, ainda são bem parecidas com as células normais, o que “confunde” o sistema imune. Segundo, os tumores são capazes de reduzir a atividade das células de defesa do corpo para se proteger. Porém, novas terapias buscam agir nesses pontos, ajudando o próprio corpo a combater o câncer. Assim, uma série de cinco pesquisas foi publicada em sequência na revista Nature no ano passado, mostrando novos resultados nessa área. Dois dos artigos investigaram o primeiro pont...

Genética de bactérias que causam diarreia pode permitir a criação de uma vacina única contra a doença

Uma bactéria, chamada Escherichia coli enterotoxigênica, causa um grave quadro de diarreia nas pessoas infectadas. Quatrocentos milhões de pessoas sofrem com a doença todo ano, e 400 mil (ou seja, 10 %!) crianças de países pobres morrem em decorrência dela. Entender sobre a biologia dessa bactéria pode então salvar muitas vidas. Assim, pesquisadores da Suécia, Reino Unido, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Finlândia se dedicaram a entender como essas bactérias se tornam causadoras de doenças (ou seja, patogênicas) através do estudo da evolução do seu material genético. Para isso, eles sequenciaram o genoma de mais de 300 isolados dessas bactérias, que foram obtidos de pessoas doentes na Ásia, África e Américas, entre 1980 e 2011. Os resultados obtidos foram então analisados em computadores, permitindo comparar os genomas, agrupar os isolados mais parecidos e reconstruir a história evolutiva das bactérias. Os cientistas esperavam que essas bactérias se tornassem patogênicas “mei...