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Mostrando postagens com o rótulo Cognição

Malhar para não esquecer

Todos nós sabemos, intuitivamente, que a prática regular de exercícios físicos tem efeitos benéficos para o nosso organismo. A prática de exercício parece prevenir uma série de doenças crônicas e degenerativas, como artrite, câncer e diabetes 1 . Mas você já se perguntou como isso acontece? Quando pensamos nos nossos músculos em exercício, imaginamos apenas um tecido meio elástico e vermelho, que serve para fazer a movimentação dos ossos e articulações e, consequentemente, a movimentação do nosso corpo. Porém, o músculo não parece ser tão simples assim (como tudo em sistemas biológicos, raramente a coisa é simples). Estudos recentes mostram que o músculo em contração funciona não só mecanicamente, mas também é estimulado, pelo movimento, a produzir e liberar hormônios para a circulação 2 . Ou seja, mais que um mero motor, nosso músculo parece funcionar como uma fonte de hormônios que podem agir em outros órgãos do nosso corpo. E, pelo que parece, esses hormônios, chamados de mioc...

O melhor amigo do homem

Sabe quando você está triste, chega em casa e seu cachorro parece tentar te alegrar, abanando o rabo, latindo para chamar sua atenção, ou quando você está nervoso e seu cão se afasta, parecendo saber que não é um bom momento para brincadeiras. Parece que eles sabem que estamos sentindo, né? Pois é, eles realmente sabem. Os cães são capazes de reconhecer nossas expressões faciais de acordo com nosso estado emocional e reagem de maneira adequada. Mas parece que essa interação cão e homem vai um pouco mais além. Em um trabalho recente, pesquisadores mostraram que os cães não apenas reconhecem expressões faciais, mas também sons emitidos por humanos. Os cães foram colocados frente a expressões faciais humanas com seu respectivo som e foi analisado a resposta do cão. Foi possível verificar que os cães tiveram mais respostas correspondentes aos estímulos quando a expressão facial era acompanhada com o seu som em comparação com a ...

Por isso os vampiros são imortais?

O envelhecimento da população mundial vem crescendo atualmente, devido a melhorias na qualidade de vida, nas tecnologias empregadas para a saúde e devido ao grande número de tratamentos para as mais diversas enfermidades. Apesar destes avanços, diversas disfunções associadas ao envelhecimento ainda são muito frequentes, como por exemplo, a perda de função cognitiva (habilidades mentais como aprendizado, memória, tomada de decisões, linguagem, julgamento, entre diversas outras). Desta forma, vive-se mais, mas não tão bem assim. O hipocampo é a região do cérebro responsável por controlar a memória espacial (aquela que usamos para nos orientar) e de curta duração. Doenças típicas do envelhecimento, como o Alzheimer, são conhecidas por afetarem o hipocampo, diminuindo o número de neurônios nesta região e também a plasticidade neuronal (capacidade dos neurônios modificarem sua estrutura de acordo com estímulos). Com isso, os sintomas clássicos de Alzheimer aparecem, principalmente a p...

Desvendando (aos poucos) a memória

(Fonte: anabolismo.org ) Vocês já pararam para pensar em como o processo de guardar memórias no cérebro e lembrá-las depois é, em termos biológicos, muito bizarro? Nosso cérebro se resume, grosseiramente, a um montão de neurônios e outras células, cheias de proteínas dentro. Então, como raios isso consegue estocar o cheiro do perfume da sua mãe e fazer você se lembrar dele anos depois? Sinistrezas da Natureza! A Ciência ainda engatinha nessa área, mas alguns pontos do processo de como neurônios e proteínas viram memórias começam a ser entendidos. Por exemplo, alguns resultados mostram que o agrupamento e a estabilização de proteínas, chamadas de caderinas, na membrana dos neurônios, na região próxima às sinapses (que são os locais onde dois neurônios se “encostam” e se comunicam quimicamente) estão envolvidas na aquisição de memórias. Outra proteína que tem papel nessa função do cérebro é a δ (letra grega delta)-cadenina. (Não é erro de digitação! Deixo claro que a culpa não é mi...

A droga da inteligência?

Quem leu? o/ (Fonte: bibliotecapublicadeitapiuna.blogspot.com.br) Quem nasceu na década de 1980 provavelmente leu na escola, como livro paradidático, “A Droga da Obediência”, “A Droga do Amor” ou algum outro livro infanto-juvenil sobre “Os Karas”, escrito pelo Pedro Bandeira . (Ainda hoje eu conseguiria ler alguma coisa escrita em Código Vermelho ou traduzir uma mensagem no Código Tênis-Polar, mas deixa para lá...). Bandeira nunca escreveu “A Droga da Inteligência”. E se fosse se basear em algum remédio existente, pelo jeito, não conseguiria. Nessa postagem, a terceira e última sobre o dopping cerebral, vou descrever o (pouco) que consegui descobrir sobre os possíveis efeitos da Fluoxetina (o famoso Prozac), do Piracetam e da Vasopressina sobre a capacidade de aprendizado de pessoas sadias. Se você está pegando o bonde andando, pode ler a primeira e a segunda postagens da série. O Prozac é um conhecido antidepressivo que funciona (mais uma vez) sobre a quantidade de neuro...

As pílulas da memória de elefante

Nessa segunda postagem sobre dopping cerebral, eu vou descrever o que descobri sobre os remédios Aniracetam, Donepezil, Modafinil e Selegilina e a sua suposta capacidade de melhorar a memória ou outras funções cerebrais de pessoas saudáveis. Se você está chegando agora, pode ler o primeiro texto dessa série aqui . Mas bem, vamos lá? Para a concentração, não é grandes coisas. Mas e para memória? Será que vai? (Fonte: Facebook) O Aniracetam e o Donepezil são remédios receitados para doentes com Mal de Alzheimer, que tem como um dos principais sintomas a perda de memória recente. Dessa forma, é lógico pensar que essas pílulas devem aumentar a memória de pessoas sadias. Porém, os remédios não funcionam necessariamente assim. Por exemplo, tomar remédio para osteoporose não vai te deixar com ossos mais resistentes que o normal. Já o Modafinil é usado para tratar pacientes com narcolepsia, caracterizada por episódios irresistíveis de sono ( como o personagem de Rowan Atkinson n...

Dopping cerebral: pode alguma pílula aumentar a memória, concentração, aprendizado, e te deixar manjando dos paranauês?

Há algum tempo, o David , pessoa física , foi marcado na figura abaixo no Facebook junto com a pergunta: “Será que funciona?”. Minha resposta: não sei... Na verdade, já tinha ouvido falar de uns boatos sobre os efeitos de um de remédios, a Ritalina (nome fantasia do metilfenidato), sobre a concentração e foco, mas nunca tinha estudado nada sério sobre o assunto. Então resolvi ir à fonte... E aí? Será que é verdade? (Fonte: Facebook) Fiz algumas pesquisas no portal do Pubmed , organizado e mantido pelo governo americano e que contém quase tudo que é publicado pelos cientistas do mundo na área médica. E existe muita coisa descrita sobre isso. As buscas correlacionando os nomes dos remédios com seus possíveis efeitos extras mostrados no esquema acima dão um total de mais de 6 mil trabalhos publicados. Se a pesquisa é feita procurando efeitos colaterais das drogas, temos quase 2 mil trabalhos. É muita coisa para ser lida e estudada. Desse modo, nessa postagem, vou me conce...