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O Arauto da Torre #12: Um é pouco, dois é bom? (ou prestando contas ao CNPq - Universal 2014)

Em 2014, eu fui contemplado com recurso para um projeto do laboratório pelo Edital Universal 2014, do CNPq. O projeto tinha duração de 3 anos, e acabou de acabar. Parte da prestação de contas (que é mostrar onde você gastou o dinheiro e os resultados que conseguiu) ao CNPq é produzir um vídeo de divulgação científica. Então aqui eu vou explicar uma parte do que fazemos no laboratório (pela primeira vez): são os resultados iniciais da tese de doutorado da Fernanda Almeida-Oliveira, sobre como os insetos barbeiros regulam o seu metabolismo. Ficou curioso? Então, clica e assiste! Gostou? Curta e compartilhe o vídeo, e se inscreva no canal! Quer mais? Visite o blog (http://aportademarfim.blogspot.com.br/), curta a fanpage no Facebook (/aportademarfim) e siga a gente no Twitter (@aportademarfim)!

Por que o vírus não mata o mosquito?

Os mosquitos transmitem diversos vírus para os humanos, esses vírus geram sintomas como cansaço, dores, entre outros que te deixa de cama e levar até morte. Quando um mosquito pica uma pessoa doente, ele se infecta com o vírus e depois de algum tempo, pode transmitir para outras pessoas. Mas já que o mosquito se infecta com vírus, porque não fica doente como nós? A resposta para essa questão pode estar contida no modo como o organismo do mosquito combate o vírus. Diferente de nós, o sistema imune dos mosquitos não é tão especializado e suas células de defesa não produzem citocinas (mediadores químicos) para combater o vírus. Em nós humanos, as células do sistema imune produzem diversas citocinas, que ao mesmo tempo que combatem o vírus também provocam alguns dos sinais e sintomas que apresentamos. Apesar de não terem esses mediadores químicos, os vírus não se replicam sem controle nos mosquitos. Os mecanismos antivirais dos mosquitos são compostos basicamente pela imunidade celular,...

Água oxigenada e plantas transgênicas

Há pouco tempo atrás, se acreditava que o genoma dos seres vivos se dividia entre genes, pedaços de DNA que produzem proteínas, e o resto, basicamente inútil. Ledo engano! Nos últimos anos, descobrimos que muitas partes do genoma que não codificam proteínas têm como função regular a atividade dos genes, ligando ou desligando, diretamente ou gerando moléculas de RNA para isso. Esse conjuntos de RNA são chamados de RNA de interferência, ou RNAi para os íntimos. E hoje, o RNAi é uma ferramenta importante para diversas parte das ciências biológicas, seja na realização de experimentos, ou para novas tecnologias para tratamento de doenças humanas ou desenvolvimento de plantas modificadas geneticamente. Mas o maior problema é que ainda sabemos pouco como os RNAi funcionam ou chegam até as células. Um grupo de cientistas australianos investigou parte da questão em uma planta modelo de estudo, chamada Arabidopsis thaliana . Já se sabia que os RNAi produzidos n...